segunda-feira, 11 de abril de 2011

Jovens gays de SP se unem contra a homofobia



O Estado de São Paulo só perde para a Bahia no ranking dos estados que mais matam homossexuais. Só em 2010, segundo o relatório do Grupo Gay da Bahia (GGB), 23 paulistas foram brutalmente assassinados simplesmente por serem LGBT (lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais ou transgêneros). Um aumento de 64% com relação a 2009.

"É fácil de entender esses números," explica o novo presidente do Fórum Paulista da Juventude LGBT, Bruno Campos, do E-jovem de Piracicaba. "Adolescentes e jovens não têm independência. Eles vivem sob a guarda da família, da escola, e quem mais deveria protegê-los é, muitas vezes, quem mais os trata com violência". O Fórum reúne diversos grupos de adolescentes e jovens que lutam contra a homofobia no estado.

"Tanto a sociedade quanto o governo devem prestar mais atenção aos jovens, não é possível que adolescentes continuem matando e sendo mortos sem que se faça nada a respeito," declarou Lohren Beauty, presidenta do E-jovem. "Vou levar essa questão ao Conselho Nacional de Juventude e ao Conselho Nacional LGBT," disse a drag, que é membro dos dois conselhos, ligados à Presidência da República.


Fonte: E-Jovem

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Goleiro do Palmeiras-RN assume homossexualidade e revela sonho de jogar em um grande clube



Messi foi o primeiro jogador profissional que assumiu ser homossexual e recebeu o apoio da família e do time em que joga

Confronto em passeata gay deixa mais de 100 feridos na Sérvia

Um protesto em defesa dos direitos dos gays terminou em confronto nas ruas de Belgrado. Mais de cem policiais ficaram feridos depois que radicais de extrema direita tentaram impedir a passeata.

Dilma Rousseff Primeira presidente do Brasil

E o Novo Presidente do Brasil

Uma brincadeira que encontrei na internet, porém aqui vai meus parabéns a nossa presidente Dilma.

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Estranhas reações ante as relações homoafetivas

Cláudia de Lira
Da equipe do Amigos

É estranho o modo como se comportam algumas pessoas diante de histórias de relações homoafetivas. Há os intolerantes, que simplesmente não admitem que duas pessoas do mesmo sexo se curtam, e optem por viver uma grande história de afeto. Mas como nada é absoluto nesse mundo há, por sorte, os indulgentes, que conseguem ‘aceitar’ o fenômeno.

Porém, mesmo dentre estes, observo uma questão interessante: as mulheres tendem acolher as relações homoafetivas, sem demonstrar ojeriza, quando estas ocorrem entre pessoas do sexo masculino. Todavia, se a afinidade ‘rola’ entre mulheres, a repugnância aparece. Com os homens a realidade é diversa: vejo que muitos manifestam certo pavor em aceitar a relação de dois ‘machos’, mas não demonstram o mesmo sentimento se a ‘história’ ocorre entre mulheres.

Ontem, jantando com alguns ‘conhecidos - homens e mulheres – entabulávamos uma conversa que me levou a relatar o caso duas professoras cariocas que viveram em união homoafetiva por 11 anos, tendo uma delas obtido declaração judicial sobre a existência dessa relação, e o conseqüente reconhecimento do direito à herança do ‘casal’.

A partir daí, o diálogo, antes sereno tomou outra direção. Agitação e intranqüilidade entre os interlocutores ganharam espaço, e identifiquei no grupo as duas posturas que acima apontei: as mulheres revelavam-se intolerantes e os homens flexíveis ante a história de afeto das cariocas.

De algumas das mulheres escutei frases absurdas, reveladoras de discriminação dissimulada, e de velado preconceito. Manifestações do tipo: ‘eu não tenho nada contra, mas não quero saber disso perto de mim’; ou, ‘eu não me importo, até me relaciono se for preciso, mas não faço nenhuma questão de tratar com gente assim’; ou, ‘tudo bem, mas fora da minha casa’.

Os homens, contudo, não manifestavam essa repulsa. Mas, provocativa, perguntei o que eles achariam fosse o romance entre dois homens. As reações, creiam, não foram diferentes daquelas das mulheres. Curioso. E incompreensível.

Contra-argumentei, tentando desfazer essa curiosa diferença. Afirmei que a vida é um exercício diário de tolerância. E que independentemente do sexo, as pessoas têm o direito de buscar a felicidade, esteja onde, e com quem essa alegria estiver. Não fui ‘feliz’. Acho que não os sensibilizei.

O extremismo e a intransigência desaparecem do caminho quando a realidade bate à porta. Todos os que dividiam o jantar comigo são filhos, pais e, talvez, avós, um dia. Oxalá sejam eles menos absolutos, se algum dia precisarem conviver com essa realidade que a alguns tanto amofina.

Fonte: Amigos de Pelotas